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Acessibilidade: conheça a norma NBR 9050 e como ela pode influenciar sua obra

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| Reforma

Você já ouviu falar sobre a norma de acessibilidade da ABNT? Entenda mais sobre como ela funciona

 

A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) foi reconhecida pela sociedade brasileira como o Foro Nacional de Normalização em setembro de 1940. Ela é uma entidade privada e sem fins lucrativos responsável por elaborar, editar e revisar as Normas Brasileiras (ABNT NBR), feitas por seus Comitês Brasileiros, Organismos de Normalização Setorial e Comissões de Estudo Especiais.

Já a ABNT NBR 9050 é uma norma reguladora que estabelece critérios e parâmetros técnicos de acessibilidade a obras, reformas, instalações e demais construções de espaços físicos nos meios urbanos e rurais. Para sua elaboração, foram consideradas diversas condições de mobilidade e percepção sensorial, com ou sem a necessidade de aparelhos específicos como cadeira de rodas, bengalas, aparelhos auditivos, entre outros. Desta maneira, para um espaço ser considerado acessível, tem de atender aos critérios dispostos nesta norma.

Confira agora um breve guia indicando o que você encontra em cada parte da norma e como utilizar seu conteúdo. Também separamos uma parte do nosso texto para explicar como a fiscalização desta norma é feita e como ela pode contribuir para a obra!

 

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Saiba como navegar pela ABNT NBR 9050 (Ilustração: Freepik)

Como navegar pela ABNT NBR 9050?

A ABNT NBR 9050 teve seu início em 1985, passando por revisões nos anos de 1994, 2004 e 2015. Em 2020, apenas sua primeira emenda foi revisada, mantendo assim o restante do documento conforme a versão de 2015.

Caso você precise consultar algum parâmetro de acessibilidade, é simples. Primeiro tenha certeza de que você está visualizando a versão mais atualizada da norma. Clique aqui para acessá-la. Logo no começo do documento, na página iii, você encontra o Sumário, com a relação de todas as seções e subseções, onde você pode escolher sobre qual tema você quer ler.

Confira agora a lista completa de todas as seções, onde indicamos as respectivas páginas e uma breve explicação do que você encontra em cada uma delas:

 

Prefácio e 1. Escopo (págs xiii – 1)

Aqui é onde a norma é apresentada. Nessas duas primeiras partes, você encontra informações gerais sobre esta versão do documento como: quem organizou, objetivos da norma, etc.

 

2. Referências Normativas e 3. Termos, Definições e Abreviaturas (págs 1 – 6)

Em Referências Normativas, são listadas todas as outras normas da ABNT necessárias para a aplicação da 9050. Logo em seguida, há um glossário com a definição adotada pelo Comitê para cada termo e abreviação utilizados no documento. São apresentadas as definições de diversos termos básicos como “acessível”, “calçada”, e “uso público”.

 

4. Parâmetros Antropométricos (págs 6 – 30)

Nesta seção, a norma estabelece todas as dimensões utilizadas como referência para a elaboração dos seus parâmetros. Assim, são determinadas grandezas referenciais, como as de uma pessoa em pé ou sentada, alturas padrões para diversos objetos – como telefones, tomadas e interruptores – e mesmo parâmetros auditivos e visuais. Essas medidas são feitas levando em consideração diversas variáveis como: o uso de cadeira de rodas e bengala.

Você também encontra nesta seção todas as medidas que possibilitem a circulação do cadeirante, dimensões de assentos necessárias para pessoas obesas, entre outras.

 

5. Informação e Sinalização (págs. 30 – 53)

Aqui se concentram todos os critérios necessários para o uso de placas, sinalizadores e peças informativas, de maneira que seus conteúdos sejam acessíveis a todas as pessoas. Altura ideal para placas, uso do braille e avisos sonoros são alguns dos parâmetros encontrados aqui.

 

6. Acessos e Circulação (págs. 53 – 83)

Nesta seção você encontra as medidas adequadas para uma circulação acessível, quer seja em vias públicas, como ruas, estacionamentos e calçadas, ou espaços internos e privados, como corredores, cômodos, escadarias e elevadores.

 

7. Sanitários, banheiros e vestiários (págs. 83 – 113)

Este é um capítulo reservado exclusivamente a todos os critérios de acessibilidade referentes a banheiros e vestiários, uma vez que há uma variedade muito extensa de medidas e condições necessárias para a plena adequação desses espaços.

 

8. Mobiliário Urbano e 9. Mobiliário (págs. 113 – 121)

Aqui são apresentadas as medidas indicadas e os desenhos universais (concepções de produtos de modo a não precisar de adaptações) de objetos como semáforos, telefones públicos e assentos (no caso do Mobiliário Urbano) e de mesas de trabalho, balcões e caixas eletrônicos (em Mobiliário).

 

10. Equipamentos Urbanos (págs. 121 – 138)

Nesta última seção, há mais desenhos universais e parâmetros para objetos e espaços diversos de acesso público, como cinemas, arquibancadas, restaurantes, exposições, hotéis, hospitais, praças, escolas, bibliotecas, lojas e praias públicas.

 

Anexos Informativos (págs. 138 – 147)

No final da norma, há a colocação de quatro anexos informativos, com o objetivo de explicar e apresentar de maneira mais detalhada os seguintes temas: desenhos universais e seus princípios; fatores relevantes de projeto; detalhamento de barras de apoio e sanitário para uso de pessoa ostomizada.

 

Dessa maneira, se você procura por medidas simples para obras em sua residência familiar, você precisa considerar parâmetros como: largura de portas, corredores e cômodos, altura de armários, janelas, mesas, maçanetas e interruptores e banheiros acessíveis. Assim, sugerimos que você consulte as seguintes seções: 4. Parâmetros Antropométricos, 7. Sanitários, Banheiros e Vestiários e os anexos informativos C e D (Detalhamento de Barras de Apoio e Sanitário para Uso de Pessoa Ostomizada).

 

Caso a sua obra seja voltada para o uso coletivo e público, como lojas, restaurantes e escolas, você precisará considerar, além de todos os parâmetros indicados acima: altura de caixas eletrônicos, balcões e produtos em estantes, distância considerável entre assentos, bancadas e mesas e sinalizações adequadas, como peças em braille, placas, recursos auditivos e táteis. Indicamos que você leia, além dos itens já citados, as seções 5. Informação e Sinalização, 6. Acessos e Circulação, 9. Mobiliário e 10. Equipamentos Urbanos.

 

Fiscalização e obrigatoriedade

Em dezembro de 2004, o Governo promulgou o decreto n 5296, que, entre outros objetivos, determina obrigatória a adoção das referências de acessibilidade da ABNT para todo projeto arquitetônico voltado para o uso público e coletivo

 

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Vestiário acessível (Foto: Reprodução/Getty Images/iStockphotos)

 

Dessa maneira, é obrigação de todo estabelecimento público ou privado, ao realizar a construção ou reforma de seus espaços, atender aos parâmetros apresentados por essa norma. Devem também obedecer a esse decreto os espaços de uso comum de edificações privadas multifamiliar (como condomínios residenciais, pensões e etc.)

No caso das áreas internas de residências unifamiliares, a adoção desses parâmetros não é obrigatória. Ainda assim, a norma serve como referência e padrão para a instalação de objetos como tomadas, maçanetas e interruptores, além de ser necessária caso haja algum membro da família que necessite de cômodos acessíveis.

O principal responsável por fiscalizar a acessibilidade dos projetos arquitetônicos é o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), por meio do controle da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) de cada projeto. Há também outros setores municipais e órgãos públicos que podem realizar essa fiscalização, por isso é essencial que toda obra obtenha o Certificado de Acessibilidade, concedido pela Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA).

 

Agora que você já sabe como consultar a ABNT NBR 9050, é só sentar com seu arquiteto, planejar e calcular cada etapa da obra, comprar os materiais necessários em nossa loja virtual ou lojas físicas e #BoraFazer! 

Ainda não sabe por onde começar? Recomendamos então que você consulte os serviços do nosso Arquiteto de Bolso. Qualquer dúvida, é só nos chamar!

 

Por Vinicius Marques | Edição Stéphanie Durante

Qual a altura padrão de um chuveiro? Aprenda como posicionar corretamente

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| Banheiro

 

Você certamente já se perguntou qual a altura correta que seu chuveiro deve ter, correto? Por isso, não deixe de conferir a matéria que preparamos a seguir!

 

O banheiro é aquele espaço da casa que independente do tamanho deve ser aconchegante, arejado e fácil de limpar. Além da parte estética, o projeto hidráulico deve ser cuidadosamente planejado para evitar qualquer problema estrutural no futuro. E você sabe qual altura padrão de um chuveiro? E do registro?

Esses dois componentes da parte do box precisam estar na altura correta para que o posicionamento do chuveiro atenda a todos os moradores da casa.

A posição correta do chuveiro e do registro permite que a água chegue na pressão adequada.

Para isso, é importante saber também onde colocar a caixa d’água para que a água seja distribuída corretamente por toda a casa. 

Quer saber qual a altura padrão de um chuveiro e o posicionamento ideal do registro? Continue lendo e entenda como deve ser feito.

GUIA da obra | Qual a altura padrão de um chuveiro?

Para responder a pergunta de qual a altura padrão de um chuveiro, primeiro, é preciso entender que a medida pode variar.

Dependendo de como é sua casa ou apartamento, pode haver alguns centímetros de diferença do imóvel de um amigo, por exemplo.

Mas a variação acontece dentro de uma margem determinada e o responsável pelo projeto hidráulico e o engenheiro vão orientá-lo sobre a escolha ideal.

Uma maneira de acertar qual altura padrão de um chuveiro ou ducha na sua casa é tomar como base a pessoa mais alta da casa. 

Assim, é possível fazer um cálculo tendo um parâmetro para adequar na média de altura do chuveiro.

A determinação de qual é a altura padrão de um chuveiro vai variar entre 2,10 m e 2,20 m.

Em alguns casos, pode chegar a 2 m, se a média de altura das pessoas da casa não for muito alta e se essa descida não interferir na pressão da água do chuveiro.

Além do conforto em relação ao caimento da água, em alguns modelos de chuveiros a troca de temperatura é manual.

Então se a peça for instalada muito alta, no dia a dia o uso se torna mais complicado e pouco funcional.

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Exemplo de posicionamento do chuveiro e registro em relação a uma pessoa de 1,80 m.

 

Está em dúvida de qual peça escolher para o seu banheiro? Leia as dicas do post: Chuveiro ou ducha: qual melhor e como fazer essa escolha?

Qual altura ideal para o registro de chuveiro?

O posicionamento do chuveiro na parede também vai influenciar qual a altura ideal para o registro de chuveiro.

A posição da torneira pode variar dos projetos convencionais para os com acessibilidade

Dessa forma, a altura ideal para o registro de chuveiro pode ser: 

Projetos para banheiros especiais

Além da acessibilidade, outros fatores como a média de altura da família ou um projeto especial para o banheiro podem gerar adaptações nessas medidas padrão.

Com a modernização das propostas de arquitetura, alguns chuveiros são instalados no teto, por exemplo, criando um ambiente completamente diferente do convencional. 

Nesse caso, toda a parte hidráulica vai precisar de adaptação para que o chuveiro funcione corretamente. 

O engenheiro do seu projeto pode ajudar a planejar o seu banheiro da maneira correta, adaptando sua proposta para que ela tenha a melhor funcionalidade. 

Complete sua leitura com o post: Como comprar um bom chuveiro | GUIA prático em 5 passos 🔰.

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Banheiro (Foto: Arkpad / Reprodução)

 

Construa seu banheiro com os melhores materiais

Depois de definir qual altura padrão de um chuveiro no seu projeto e a altura ideal do registro, chega o momento de escolher as peças que vão compor o ambiente.

Móveis para banheiro, pias, duchas, vasos sanitários, organizadores, dentre outros itens são essenciais para criar um espaço prático e bem organizado para toda família.

Acesse o site da Telhanorte e confira todas as opções disponíveis para montar seu Banheiro e aproveite as ofertas de materiais de construção para a casa toda. 

Da fundação ao acabamento, temos tudo que você precisa! Faça sua compra online e receba em casa ou retire em uma loja próxima, consultando as opções para sua região.

 

Edição: Álvaro Oliveira | Stéphanie Durante