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O que é sanca de gesso e qual seu principal uso?

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| Decoração

Definição, tipos, recomendações e instruções de como instalar e limpar sancas de gesso. Inspire-se com alguns exemplos

 

Primeiramente, vamos entender: o que são sancas de gesso? São molduras de gesso usadas para dar um acabamento no ponto de encontro entre as paredes e o teto de um cômodo. Muito utilizadas no passado para decoração, principalmente de salas e dormitórios, as sancas de gesso acabaram caindo em desuso, até mesmo por gerarem um custo adicional nas obras. Entretanto, de uns tempos para cá, elas voltaram renovadas e cheias de charme, proporcionando, além de beleza, muita funcionalidade!

 

O que são sancas de gesso

Sala com sanca de gesso iluminada (Foto: Viva Decora / Reprodução)

 

Sancas de gesso: a aposta da vez!

As sancas de gesso deixaram de ser uma simples moldura decorativa para o teto e se tornaram grandes aliadas de arquitetos que desejam projetar iluminação residencial, dos mais diversos estilos. Além de serem ótimas opções para corrigir algum tipo de imperfeição que possa haver no teto, elas trazem para a casa um ar de elegância e sofisticação, quando estão integradas a luminárias embutidas e plafons.

Devido à sua versatilidade, a sanca se adéqua bem entre diferentes estilos de decoração, transitando do moderno ao clássico e do discreto ao ousado, de acordo com a personalidade do morador. 

 

Para que servem as sancas de gesso?

Entre as utilidades das sancas de gesso estão: 

 

3 tipos de sanca de gesso para se inspirar

Vamos agora conhecer um pouco mais sobre os diferentes tipos de sancas de gesso.

 

1. Sanca de gesso aberta

O projeto que utiliza esse modelo de sanca tem uma abertura na parte central, com fechamento nas laterais. Devido ao formato, proporciona ao ambiente uma iluminação mais intimista e difusa. As luzes são instaladas nos vãos e, dessa forma, acabam por refletir para dentro do ambiente, no centro do teto, criando uma iluminação indireta e direcionada

Esse tipo permite que você crie diversos desenhos no teto, como ondas, faixas e relevos diversos, dando um ar criativo ao ambiente. Aposte nelas em tetos de quartos e salas.

 

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Sanca de gesso aberta em formato espiralado (Foto: atmosphericzone / Reprodução).

 

Leia também: Iluminação direta, indireta e difusa

 

2. Sanca de gesso fechada

Esse modelo de sanca de gesso não possui aberturas para a colocação da iluminação, que fica externa e feita por luminárias com pontos de luz centrais ou com auxílio de spots. Dessa forma, cria-se uma iluminação direta. O rebaixamento do teto é criado apenas no contorno, onde ele se encontra com as paredes.

Ideal para quem opta por uma decoração mais clássica. Contudo, é possível se utilizar da imaginação e instalar sancas dos mais variados formatos, desde as que seguem um estilo provençal até as que tem como premissa as linhas retas e simples do minimalismo.

 

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Sanca de gesso fechada em sala (Foto: Remodelista / Reprodução)

 

3. Sanca de gesso invertida

Apresentando semelhanças à sanca de gesso aberta, difere-se pela abertura que é direcionada às paredes. Logo, o rebaixamento ocorre somente no centro do teto – o que faz a sensação de rebaixamento do teto ser mais proeminente. Como o sistema de iluminação também está escondido, proporciona uma iluminação indireta no ambiente. A luz, nesse caso, reflete para as paredes. 

Um ótimo efeito que esse tipo de sanca proporciona, juntamente com a iluminação,  é o de deixar as cortinas iluminadas.

 

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Sanca de gesso invertida em sala de estar (Foto: LC Gesso / Reprodução)

Como instalar uma sanca de gesso?

Agora é hora de aprender como instalar a sanca de gesso. Nossa recomendação é que você escolha um bom profissional, especializado na aplicação desses materiais. Isso é importante, porque estamos falando de um processo complexo, dentro de uma obra que precisa ser realizada com segurança. Dessa forma, optar por quem sabe o que está fazendo é sempre a melhor opção! 

Mas se você acha que está preparado para o desafio, acompanhe o passo a passo da instalação a seguir. 

Você irá precisar dos seguintes materiais:

-Gesso em pó;

– Gesso cola;

– Água; 

– Lixa; 

– Trena; 

– Estopa; 

– Arame;

– Finca pinos; 

– Pinos para gesso;

– Moldura de acabamento. 

 

Passo-a-passo

1º passo: verificar se o teto está nivelado. Caso ele não esteja, a sanca terá que acompanhar o teto e será tirada a diferença na parede. Caso o teto esteja nivelado, o nível do quanto será rebaixado dependerá se a sanca é aberta, fechada ou invertida;

2º passo: tire as medidas, faça as marcações para o corte das placas. Depois de feito os cortes, as placas serão colocadas no teto com a ajuda de pinos e fixadas com arames;

3º passo: depois de fixada a base, prepare a moldura de acabamento com arames e deixe-a presa à base pelos mesmos. Confira o nível da moldura;

4º passo: preencha os buracos aparentes com gesso cola. O acabamento final é feito com gesso em pó;

5º passo: aguarde o tempo de cura, ou secagem, antes de dar o acabamento final. Normalmente esse processo de cura varia de quatro a sete dias, dependendo da temperatura do ambiente;

6º passo: após seca, passe massa corrida, aguarde a secagem, faça o lixamento e limpe, retirando todo o resíduo de pó;

7º passo: por fim, faça a pintura, utilizando tinta específica para gesso.

 

Como limpar a sanca de gesso

Pode parecer complicado, mas a limpeza e manutenção da sanca de gesso é muito simples. Por ficar localizada no alto, é necessário o uso de uma escada ou uma vassoura macia com o cabo longo, própria para a limpeza de tetos. Se utilizar a escada, use um pincel, um espanador ou até mesmo uma flanela limpa. Jamais utilize pano molhado, úmido ou qualquer tipo de produto. 

O gesso é um material delicado e frágil, portanto evite se apoiar nele quando for fazer a limpeza, para que não quebre. 

 

Leia também: Como colocar gesso em casa: escolhendo o modelo certo

 

As sancas de gesso possuem formatos e possibilidades infinitas, por isso o valor delas varia. Se precisar, busque um profissional para te ajudar a calcular. Conte com a gente e, sempre que precisar, consulte um dos nossos profissionais especializados nos serviços Ajuda ao Vivo e Projete-se.

Na Telhanorte você encontra gesso e outros materiais de construção para fazer esse e outros trabalhos com a qualidade e a durabilidade que você espera! Aproveite para fazer sua compra online e receba seu pedido no conforto de casa!

 

Edição de Murilo Bonício e Vinicius Marques

Aprenda em 7 passos como projetar iluminação residencial

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| Decoração

 

Fundamental para a experiência que você tem com o seu lar, a luz correta gera conforto, segurança e praticidade. Saiba como projetar iluminação residencial

 

Por mais que algumas pessoas a vejam, de forma equivocada, como um mero detalhe, a iluminação é uma características que mais agrega valor a uma casa. Ela é vital para que você consiga realizar todo tipo de atividade — como ler, estudar, cozinhar, comer, etc.

Mas, mesmo reconhecendo que a luz traz todos esses benefícios, como projetar uma iluminação residencial que atenda ao seus objetivos da melhor forma?

Por ser uma dúvida bastante frequente, no texto de hoje, vamos falar justamente sobre isso com várias dicas.

 

Como projetar iluminação residencial? Aprenda em 7 passos

Uma casa com iluminação bem projetada pode conferir, sem dúvidas, um conforto único para quem reside nela. Mas isso, ao mesmo tempo, requer alguns cuidados especiais já no momento do projeto de construção ou de reforma.

É por isso que vamos apresentar, a seguir, os 7 passos de como projetar iluminação residencial. Confira!

 

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(Foto: Unsplash / Divulgação)

 

1. Pense na iluminação desde o começo

Como adiantamos, é necessário que você pense na iluminação desde o início da reforma ou construção. Isso não só facilita a execução como ajuda a evitar gastos excessivos. Como os diferentes tipos de cômodos requerem vários tipos de iluminação, é importante levar a discussão à frente desde o começo.

Além disso, é vital que, durante esse momento, você também pense no objetivo que pretende cumprir dentro de cada cômodo da sua casa. Estudar as dimensões de cada ambiente, e ter isso em mente com clareza, afeta diretamente no tipo de iluminação a ser escolhido.

 

2. Conheça os tipos de iluminação

Por falar em tipos de iluminação, você deve ter em mente que há 3 principais:

 

Direta

Como o próprio nome já diz, é aquela que incide diretamente sobre algum ponto específico. Como quando um abajur ilumina parte da sua cama ou mesa de cabeceira.

Indireta

A indireta, por sua vez, é aquela bastante comum em forros de gesso. Amplamente utilizada em ambientes mais intimistas, este tipo de luz reflete na superfície e se distribui pelo ambiente.

Difusa

Por fim, a luz difusa é o tipo de iluminação que distribui uniformemente a luz pelo ambiente. Opção equilibrada, ela é muito utilizada em banheiros, quartos e salas.

 

Sugestão de leitura: Iluminação direta, indireta e difusa

 

3. Escolha um tipo de lâmpada

Há 4 principais tipos de lâmpadas:

Incandescente

São as lâmpadas mais antigas. Apresentam um baixo custo unitário, mas também maior consumo de energia e vida útil não muito longa. A comercialização das lâmpadas incandescentes está proibida no Brasil desde 2016.

Halógena

São as lâmpadas incandescentes que sofreram a adição de gases halógenos, o que aumenta sua vida útil. Para gerar uma forte iluminação aos ambientes, as lâmpadas halógenas também consomem mais energia. Sua utilização mais frequente é em destaques de decorações, jardins e afins.

Fluorescente

Tendo o amplo período de vida útil como destaque, as lâmpadas fluorescentes podem levar até um minuto para ligar. Por isso, sua instalação deve ser priorizada em ambientes que precisam de iluminação por um longo período de tempo. Suas versões amarelas são recomendadas para quartos e salas, enquanto as brancas para ambientes como banheiros e cozinhas.

LED

Em função da economia de luz e de alguns outros fatores, a procura pelas lâmpadas de LED só tem aumentado. Além de ser esteticamente agradável, ela chega a ser até 80% mais econômica se comparado às lâmpadas incandescentes e halógenas. Muito por conta disso, grande parte dos arquitetos tem preferido esse tipo de lâmpada em seus projetos. Além, claro, dos refletores em led, que são ótimas alternativas para a área externa da sua casa.

 

4. Observe as especificações das luminárias

Cada luminária conta como características próprias. Dessa forma, ainda que não haja uma regra a ser seguida de forma rígida, você deve se atentar a essas especificações. Confira se elas atendem ao tamanho do cômodo, à altura do pé direito e aos seus objetivos, em geral.

A iluminação feita com spots de LED, por exemplo, é ideal para lançar uma luz mais direcionada em algum ponto que você tem a intenção de destacar. Por outro lado, esse tipo de iluminação não é indicado para ambientes em que é necessária uma luz difusa. Você deve sempre estar atento a essas especificações!

 

5. Escolha uma cor de iluminação

Uma dúvida frequente é qual tonalidade de luz usar. As mais frequentes são branca ou amarela.

No momento dessa definição, é preciso que você tenha em mente quais sensações quer ter nos espaços da sua casa. Em geral, é importante saber que é mais comum optar por lâmpadas com temperatura de cor quente em áreas íntimas e sociais, como quartos e salas, enquanto lâmpadas com temperaturas frias são mais usadas na cozinha e em áreas de trabalho, como escritórios e lavanderias.

Evite sempre usar tonalidades de luz diferentes em ambientes integrados.

6. Respeite cada cômodo

Principalmente na hora da instalação, é importante respeitar as dimensões de cada cômodo e o que eles pedem. Quando for pendurar lustres, por exemplo, é importante ter cuidado com as alturas. O recomendado, por exemplo, é que a altura da lâmpada fique entre 75 cm e 80 cm da mesa de jantar.

Se opção for medir direto do piso, o ideal é que o lustre fique numa altura entre 1,60 m e 1,70 m.

 

Sugestão de leitura:  Altura de pendentes: medidas ideais para instalação

 

7. Não deixe de improvisar

Se, ainda depois da conclusão do seu projeto de iluminação residencial, você não chegou ao resultado esperado, não se acanhe em improvisar. Há diversas alternativas para agregar à sua construção ou reforma e aumentar ainda mais a sua satisfação.

Um exemplo são as fitas de LED. Bastante charmosas, elas podem ser instaladas atrás da cabeceira ou até mesmo no forro, agregando à iluminação da sua casa. Além disso, elas são muito comuns para decorar os banheiros, já que dão a impressão de que o espelho flutua sobre a parede. O visual fica mais leve e deixa o local com uma iluminação adequada.

 

Este material foi útil para que você entendesse como projetar iluminação residencial? Continue acompanhando os conteúdos do nosso blog para ter ainda mais segurança no que vai decidir para a sua casa! E lembre-se: independentemente da sua opção, a Telhanorte está aqui para ajudar! Fazemos entregas em todo o Brasil e parcelamento em até 8x!

 

Edição por Murilo Bonício e Camila Alexandrino